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sexta-feira, 31 de maio de 2013

Porque no final todos morremos sozinhos

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Dentro dessas caixas de sapatos,quartamos nossas fotos,fotos da família,de alguns amigos e da nossa infáncia.Eu cresci,e as fotos se tornaram algo mais sentimental,mais puro e verdadeiro.Vejo meu  cabelo curto,meu cabelo longo,mais cacheado,mais liso,com franja,sem franja,de lado,solto,amarrado,bagunçado e despenteado.Aquelas tantas Brendas,te tantas risadas e choros,foi crescendo e crescendo até se torna eu,uma Brenda de cabelo azul ,que não é longo nem curto,mas azul,logo a cor que eu mais odiava,a cor que me lembrava o mar.Águas profundas sempre me deram medo.Não sei nadar.
E nós crescemos,aprendemos,sorrimos,choramos,dançamos e nos divertimos,e no final,acabaremos morrendo como todos,sozinhos.
Eu quero fazer história,não importa pra quantos,nem quando,eu quero ser lembrada.Sempre.Não quero morrer e não deixar nada,não posso ver meu futuro,mas espero que eu consiga ser algo especial na vida das pessoas,algo que alguém irá comentar em algum momento.Talvez pros filhos,netos,amigos,só quero que comentem de mim,e isso pode ser sim egoísmo,porque não quero ser só algum parente que morreu,nem uma amiga falecida.Quero ser alguém,e não importa que tipo de história vão contar sobre mim,mas seria tão gentil se fosse boa,contar sobre minha adolescencia rebelde,sobre minha infáncil inosente,ou sobre qualquer coisa que possa me acontecer daqui a pouco,ou talvez daqui a muito tempo.Não podemos saber.
Porque no final,acho que o objetivo não so meu,mas de muitos,ou talvez até de todos,é que alguém lembre da gente,da nossa vida,e da história,porque uma boa história pode valer muito,valer tanto quanto um objeto que tem alguma história pra um colecionador,pra alguém.
Não quero ser só mais um túmulo no cemitério,mais um corpo se deteriorando,quero que meu nome seja lembrado,e não por coisas ruins,ninguém quer isso,mas por coisas que eu possa chegar á fazer,ou por coisas que eu tenha feito.Ou simplesmente pela família,não é questão de ser famosa,não,é questão de fazer história,só que para as pessoas mais especias.



sábado, 18 de maio de 2013

Porque isso não é rebeldia

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E se mesmo assim eu errar todo dia,me perdoa,eu não fiz por mau.E se todo dia eu gritar com você,esculte minhas desculpas depois.E se caso eu sair correndo daqui,não se preocupe eu volto,volto pros seus braços.E quando eu estiver nervosa só me deixa em paz por um minuto.E se eu ficar cantando alto não brigue comigo,cante junto.E se eu ficar aqui no computador,escrevendo no blog,só deixe que eu faça o que gosto.
Porque eu vivo assim,fazendo perguntas que você não tem paciência pra responder,pegando o violão e fazendo barulho,irritando os cachorros,gritando com a Tv,chorando pelos livros,rindo por ai,dançando com meia branca pelo chão,dormindo com moletons velhos,usando meias coloridas pra ir pra escola,tirando fotos fazendo caretas,falando alto,ficar correndo pra fazer lições de casa,quebrando a cabeça com problemas de matemática,chegando em casa reclamando da antipática da menina da minha escola,sujando a cozinha toda tentando fazer algo,ficar ouvindo som alto com meus amigos,ficar falando de bandas que você nem conhece,ligando pra você só pra pedir algo,perguntando se ainda me ama,chorando de rir quando você faz alguma merda,pintando o cabelo,sujando a casa toda,rabiscando papeis,falando tudo errado,destruindo algo,mudando os canais da Tv pra depois desligar.
Porque vivemos assim,porque eu vivo assim,você vive assim,todos vivemos assim.Fazendo apenas coisas de adolescentes,simplesmente sendo bobos,sendo chatos,sendo a gente.
Não se preocupe,eu to crescendo,to mudando a cada dia,descobrindo um pouco desse mundo gigante.Eu só quero crescer em paz,poder errar mil vezes,fazer tudo errado mil vezes,sujar tudo,rir de tudo,chorar de tudo,ouvir a mesma música música mil vezes,sair gritando,rir alto no ônibus com meus amigos,fazer palhaçadas na rua....Eu sou estou sendo eu,a cada sorriso,a cada choro,a cada abraço,a cada olhar,a cada dúvida,a cada pergunta,a cada resposta,a cada careta,a cada erro,a cada beijo,a cada mania de adolescente.


sábado, 11 de maio de 2013

Simplesmente me abrace

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Eu gosto de abraçar as pessoas, se bem que gosto de abraçar meus cachorros também. Eu gosto de abraçar o travesseiro quando estou chorando na cama, gosto de abraçar minha mãe quando tô carente, gosto de abraçar meus amigos assim que os vejo, gosto de abraçar minha avó toda vez que á vejo. Gosto de abraçar meu pai quando estou com frio.
E se você me vê por ai e vim falar comigo,me dê um abraço, esse gesto de carinho tão gostoso,esse gesto de troca de carinho entre as pessoas. Isso é tão bom.
Abraço bom é abraço apertado, aquele de quando você vê uma pessoa especial, de quando você está triste, ou muito feliz.
E se eu te abraço toda vez que te vejo é porque gosto de ti, e mesmo se você vim me oferecendo um beijo irei esticar meus braços. Sou meio carente assim mesmo, sou meio mimada por carinho desse jeito mesmo, meio chatinha meio birrenta. As vezes pareço ser fria, meio que ''to nem ai pra você’ ‘mas é mentira,oh como sei como é. Você é especial, tão especial quanto ele, e ela, e aquela ali também.
E ao contrário do que muitos possam achar,um abraço muda o dia de uma pessoa,tranquiliza a alma,tira a tristeza e conforta a mente,como um remédio chamado Amor.
Porque quando eu estiver triste simplesmente me abrace ... ♪♫









quinta-feira, 2 de maio de 2013

Quarto escuro

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E ele vive em um quarto escuro,sozinho,perdido nos próprios pensamentos,com suas lembranças de um passado mais feliz.Ele vive em poucos metros quadrados, rodeado de fantasmas da noite,de sorrisos tristes para as paredes escuras que ele não sabe a cor,ele vive sozinho.
Ele não sabe como entrou lá,ele simplesmente está lá,ali, isolado do resto do mundo,se é que ainda existe mundo,ele não sabe,perdeu a noção do tempo.Coitado.
Ele tateá as paredes em busca de um fecho,de uma trinca,será que tem uma saída?Um feixe de luz para iluminar aquele ''mundinho dele'',aquele lugar triste,vazio por dentro,mas ninguém sabe como é por fora.Ele procura uma saída,revira a sua mente,tenta se lembrar de pequenas coisas.
Sentado em algo que pode ser um sofá velho,ele tem uma caixa fechada,um colar com o formato de um coração,e um papel.Ele não sabe o que está escrito no papel,está escuro demais para ler,o colar tem forma de coração,mas ele não sabe o por quê,a caixa é fechada,pequena,quadrada,o lugar dela não é ali,vivendo trancafiada.Ele quer sua liberdade,mas não sabe o motivo,a vida dele era feliz,só que o seu motivo de viver tinha acabado,seu único amor verdadeiro era uma mulher tão bela,que o deixou abandonado pelas ruas,chorando de madrugada,bêbado,tentando achar a chave de casa para poder ligar pra ela de novo e de novo só pra gritar o nome dela e dizer 'eu te amo',mesmo sabendo que ela não o ouviria.Ela o traiu,o deixou,a vida dele foi de traições,de mágoas,e isso começou quando ele virou adulto,viu que brincar de pipa não era mais pra ele.
Ele foi se afundando em mágoas,em tristezas,e cada lembrança que tinha da vida de criança ele chorava,chorava porque não sabia o quanto era feliz.Ele sofre.Sofre em seu quarto escuro,de paredes sem cor,de uma caixa fechada,de um colar de coração e de um papel.
E ele nem sabe que o colar de coração significa que ainda existe amor,não o da bela moça,mas o da família,de alguém,dele.Que para abrir a caixa ele tem que parar de se lamentar por um amor perdido,ele tem que perdoar e continuar a viver.E que para ler o papel,ele tem que procurar um novo motivo para viver sorrindo,e assim os milhares de feixes de luz irão aparecer e ele poderá ver que o que está escrito no papel:

VIVA!



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